Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu.
Que hora existiu formadade uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto?
Em quem penso, iludidapor esperanças hereditárias?
E de cada pergunta minha vai nascendo a sombra imensaque envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferençade ti, de mim, da coisa perguntada,do silêncio da coisa irrespondida.(Cecília Meireles)
2 comentários:
Olá.
Belo blogue.
Curti o post também. Cecília meireles diz tudo.
abraço.
Quando paramos de perguntar, morremos.
Beijos!
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